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Febraec para empresas

FEBRAEC para Empresas

Publicado quarta, 17 de agosto de 2016, às 22:20
A era da transitoriedade

O ambiente no qual as organizações operam é, por definição, fluído, com constantes mudanças, mesmo quando existem períodos de aparente bonança e tranquilidade, nos quais não se percebe o que está mudando. A frase "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia" da canção "Como uma onda" do Lulu Santos é uma verdade. E quem não se adapta paga um alto preço.

Existem toneladas de livros e artigos publicados em revistas de negócio a respeito de mudanças. Mesmo assim, muitas empresas são pegas no contrapé por não estarem preparadas para mudar. Por que isso ocorre? Existem várias causas. Mas a mais importante talvez seja a de não perceber que as mudanças que afetam uma empresa não são facilmente perceptíveis, especialmente quando se tem sucesso. Atualmente as mudanças ocorrem com mais frequência, mais velocidade e com um impacto cada vez maior. Vivemos a era da "transiência". Tudo está sempre em rápida transição de um estado para outro. Estratégias, produtos e modelos de negócio válidos hoje poderão não ser validos amanhã.

Por conta da necessidade óbvia de gerar lucros é normal que as empresas busquem maximizar sua rentabilidade, fazendo uso máximo de suas vantagens competitivas. O problema é que isso tende a ser tornar um passivo com o tempo. Empresas altamente eficientes em determinados tipos de negócio tendem a ter dificuldade de adaptação em face do novo. A Kodak é um exemplo clássico. Sua incapacidade de se adaptar à realidade da fotografia digital foi mandatória para seu fracasso.

A noção de que é possível prosperar com base em vantagens competitivas eternas está obsoleta. O presente mostra que a estabilidade é uma utopia no ambiente de constante mudanças em que vivemos. As atuais pesquisas cientificas em estratégia mostram que as empresas necessitam desenvolver capacidades dinâmicas de reconfiguração contínua de seus ativos. Isso envolve mudanças na forma de pensar as estratégias, os modelos de negócio assim como os modelos mentais que orientam as decisões estratégicas nas organizações.

Publicado por Álvaro Camargo
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