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Febraec para empresas

FEBRAEC para Empresas

Publicado segunda, 07 de agosto de 2017, às 15:36
Capacidade Adaptativa

“Não são as espécies mais fortes as que sobrevivem, nem as mais inteligentes, mas sim as que melhor se adaptam às mudanças”.



A ideia de Darwin, expressa cerca de cento e sessenta anos atrás, transcende as ciências biológicas e se encaixa perfeitamente na selva corporativa atual. A intensidade e a velocidade com que as mudanças têm ocorrido no ecossistema que envolve e alimenta as empresas torna a construção de cenários uma tarefa cada vez mais difícil e arriscada.



Há tantas árvores lá fora, tantas novidades surgindo, todas tão diferentes, tão diversas, que manter-se competitiva neste mundo cambiante depende menos da capacidade de antever o futuro e mais, bem mais, da capacidade para adaptar-se ao novo o mais rapidamente possível.



Se entender como as mudanças externas acontecem e o impacto que provocam nos negócios é fundamental, focar na própria estrutura organizacional, olhar para dentro da empresa, compreender como funcionam e se relacionam as pessoas e diagnosticar a capacidade que a organização tem de promover as mudanças internas é imprescindível. Quanto mais complexo é o mundo, mais o são as organizações, mais difícil é entender e os próprios bosques internos entre tantas árvores.



Em “Capacidad Adaptativa, cómo las organizaciones pueden sobrevivir y desarrollarse en un mundo cambiante”, o chileno Juan Carlos Eichholz nos dá uma luz, ao eleger um conjunto de variáveis que, se aplicadas conscientemente, podem levar a um aumento da capacidade adaptativa de sua empresa. Para o Eichholz, existem cinco dimensões que, juntas, formam o todo orgânico que dá vida a cada organização, e que, se trabalhadas em sintonia e de forma sincrônica, podem afetar positivamente a sua capacidade de adaptação ao novo.



A primeira delas é o propósito, por ele entendida como a alma da organização. A segunda é a estratégia, que caracteriza como o cérebro da empresa. Em seguida, vem a estrutura organizacional, que forma o esqueleto sobre o qual se sustentam as operações; a cultura, tida como o sangue que alimenta e dá vida à empresa; e por fim, o talento, as pessoas, que são o coração a fazer pulsar e manter vivo o negócio da empresa.



Portanto, tal qual todo e qualquer organismo vivo, para manter-se competitiva neste ambiente em constante mudança, onde a cada momento um novo competidor surge, uma nova tecnologia emerge, um novo modo de produção nasce, sua empresa precisa estar atenta a estas cinco dimensões. Há que ter um propósito claro, traçar uma estratégia coerente, formatar uma estrutura compatível, criar uma cultura motivadora, capaz de animar as pessoas a aceitar as mudanças, aprender com elas e realizarem juntas.


Publicado por Francílio Dourado
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