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Febraec para empresas

FEBRAEC para Empresas

Publicado terça, 08 de agosto de 2017, às 14:36
Vantagem Competitiva como Estratégia para Estados e Municípios

A chave para o sucesso competitivo de uma organização está na sua capacidade de criar valor único. “Almeje ser inigualável, e não o melhor”, afirma Michael Porter.



A competição é uma das mais poderosas forças sociais para melhorar os empreendimentos humanos, mas não é uma batalha, uma forma de guerra em que somente o melhor exército irá vencer, nos lembra o mestre de Harvard. A criação de valor, e não a derrota dos concorrentes, é que está no cerne da competição. No mundo dos negócios, sejam eles privados ou públicos, envolvam organizações com ou sem fins de lucro, é possível vencer sem aniquilar os rivais. Diversos vencedores podem prosperar e coexistir.



E por valor, entenda-se como a capacidade de atender ou de superar as necessidades dos diferentes públicos de maneira eficiente. Assim como as empresas precisam criar valor através de seus produtos ou serviços para satisfazer e encantar seus clientes, os Estados e as Cidades também precisam criar valor como localidades atraentes, oferecendo ambientes favoráveis aos negócios, para que as empresas queiram se instalar em seus territórios.



Com a globalização, fenômeno já bastante antigo, mas ainda em pleno viço, as empresas conquistam vantagem competitiva expandindo e coordenando as atividades das suas cadeias de valor além das fronteiras em que se originaram, integrando redes de operação regionais e até mesmo mundiais. Dai a necessidade dos Estados e das Cidades formularem políticas de desenvolvimento econômico que exorcizem as barreiras ao comércio e ao investimento, que transformem seus territórios em ambientes hospitaleiros aos negócios, que os convertam em locais economicamente eficazes para fornecimento de bens e serviços.



Voltando ao mestre de Harvard, é preciso que os estados atentem para quatro atributos ou forças, que lapidam a vantagem competitiva de um território: Condições de fatores (como mão de obra qualificada e infraestrutura adequada); condições de demanda (acesso a mercados); setores correlatos e de apoio (instituições acadêmicas e associativas, rede de fornecedores etc.); estratégia, estrutura e rivalidade das empresas.



Aos governos estaduais e municipais, cabe o papel de catalisador destas forças, cabe desafiar e encorajar as empresas, animar e criar uma ambiência favorável aos negócios. Afinal, governos não criam setores competitivos, essa tarefa compete apenas às empresas. Governos criam políticas, e uma política governamental somente é bem sucedida, quando cria um ambiente em que as empresas são capazes de conquistar vantagem competitiva.


Publicado por Francílio Dourado
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