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FEBRAEC para Empresas

Publicado sexta, 05 de agosto de 2016, às 14:29
O Uber é realmente ruim para os taxistas?

Quem vive hoje já cidade de São Paulo e em outras capitais brasileiras, sabe que existe uma batalha violenta entre taxistas e o aplicativo Uber. Conversamos com o Professor e consultor Álvaro Camargo, docente dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas sobre esse assunto. Camargo aponta para o fato de que novas tecnologias podem prejudicar interesses dos que se beneficiam da situação vigente. No caso específico do Uber, explica o Professor Camargo, a inovação não está tanto na tecnologia aplicada, ou seja, softwares e celulares. "A grande inovação é o modelo de negócio do Uber. O Uber faz com que haja um aumento da oferta de serviços de taxi, sem as dificuldades impostas pelo poder público. Isso prejudica os interesses dos donos de frotas de taxi que pagam caro para ter as licenças concedidas pelas Prefeituras Municipais", coloca Camargo. "É fácil perceber que a oferta de taxis nas cidades brasileiras é determinada pelas Prefeituras. Justamente por isso as licenças de Taxi em grandes centros urbanos são ativos de alto valor para quem as detém. Evidentemente, os donos de licenças de Taxi não gostam de ver esse ativo perder valor. Por outro lado, o Uber é um excelente modelo de negócio para o taxista que não tem condição de adquirir a licença da Prefeitura. Tudo isso é prejudicial aos donos de frotas de Taxi", afirma o Professor.

Segundo Camargo, essa situação é velha conhecida da história: já ocorreu na revolução industrial na Inglaterra, ocorreu também no Brasil com os donos de bancas de jornais quando os maiores jornais decidiram alavancar vendas através de assinaturas e ocorreu também, mais recentemente, com a indústria fonográfica que sofreu com a chegada dos gravadores de MP3. Segundo Camargo, a história mostra que no embate entre novas tecnologias e estruturas estabelecidas, as novas tecnologias tendem a ser mais bem-sucedidas.

Publicado por Álvaro Camargo
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